
Segue a divulgação dos passos descritos no meu livro Em Busca de Um Objetivo, disponibilizado no Clube dos Autores, vide link http://www.clubedeautores.com.br/book/46280--Em_busca_de_um_OBJETIVO
4º. Passo - Fazendo amigos
Vertendo sentimentos vamos escrevendo sobre o quarto passo, ao som de João Gilberto em branco em preto vamos à cadência da bossa nova, compondo a estrutura deste novo passo. A cada vez, que paro para estudar a vida de algum grande escritor sempre me deparo com a técnica que eles utilizam para compor seus grandes livros e cada vez mais chego à conclusão que cada escritor é um escritor e que cada um de nós pode ter diversas facetas para poder compor seus respectivos livros. Eu mesmo muitas vezes, me dediquei a escrever sem traçar nenhum plano de estrutura formal que me leve ao final do livro de forma organizada.
Depois deste devaneio, vamos ao quarto passo, este passo ficou preso por cerca de cinco dias, o tempo em que não consegui retomar este texto.
Cada um daqueles dias se tornou intenso, pois eu buscava sempre uma ocupação para não retomar a redação do livro, um compromisso atrás do outro, iam tirando meu tempo até o momento que retornei a este teclado de computador e começo a descrever o quarto passo.
O quarto passo, um passo transitório rumo à possibilidade de dar mais um passo no futuro, se o quarto passo não for dado de maneira plena dificilmente chegaremos ao passo seguinte.
Enquanto eu pensava e buscava alguma coisa que pudesse me descrever a sensação de dar o quarto passo, já me vinha à mente que este passo já havia sido dado, no momento que superei aqueles cinco dias que me separam deste passo.
Então dar o quarto passo, nada mais é do que não esmorecer com o tempo que fica surgindo entre o terceiro e o quarto passo, vamos em frente rumo ao paraíso, não deixemos que o lado negro da força se sobreponha ao lado branco e transparente do fazer bem feito.
Muitos referenciais vão e vem surgindo a cada passo dado, desta fez surgiu o nome de Jeffrey Archer, que já deu diversos passos na feitura de diversos excelentes livros ao longo de sua carreira, enquanto eu ficava no meio do caminho entre a vontade e as justificativas de por que não escrever algum livro.
Vamos a ele, o quarto passo, foi sendo escrito à medida que a mente ia fluindo em direção a conclusão pura e simples de que devemos deixar as referencias surgirem no caminho, porém não podemos deixar estas mesmas referencias se sobrepuserem ao objetivo maior, que é escrever este livro.
Quando um escritor fica dividido entre ler e escrever, acaba fazendo sempre o primeiro, pois isso se torna a justificativa para não fazer o segundo. Durante mais de seis meses, fui bombardeado por uma referencia pessoal que não aceita que justifiquemos o que não fizemos colocando a culpa no outro, segundo esta referencia, o culpado somos sempre nós mesmos, ou seja, eu mesmo.
Então enquanto eu fugia de escrever o quarto passo, eu mesmo, tentava justificar isso colocando a culpa no outro, quando o outro sou mesmo.
Não adianta ficar andando em círculos, pois o culpado sempre vai ser você mesmo, por algo que você deixou de fazer ou simplesmente resolveu fazer, por isso, temos que assumir o risco de colocar em prática aquilo que gostaríamos de colocar em prática no momento que temos a vontade, a ideia de colocar aquilo em prática.
Ido e vindo, os sentimentos acabam se sobrepondo a vontade do fazer e acabamos sempre deixando para amanhã o que definitivamente podemos fazer hoje.
A feitura deste livro, somente dependente de mim mesmo, e de ninguém mais, não importa se o livro nascerá ou não, o que importa é que o livro seja escrito dentro do prazo a que nos propusemos fazer, independentemente, se será escrito, quiçá publicado e se terá leitores ou não daqui para frente.
Se você está lendo este livro, isso quer dizer, que o livro foi escrito, foi publicado ou disponibilizado de alguma forma a você e você teve o livre arbítrio de começar a leitura, o que demonstra que meu objetivo foi atingido já no quarto passo. Muito antes de eu finalizar este texto e você chegar ao final da leitura.
Muita coisa já foi escrita, desde a invenção da própria escrita, o que demonstra que tudo pode vir a escrito de uma forma igual ou diferente daquilo que foi escrito. Um bom exemplo disso é o estilo que eu estou empregando neste texto, você notou que estamos fazendo simplesmente um bate-papo traduzido por um monólogo interno do autor do livro.
Que coisa maluca, eu estou conversando com você, sem sequer lhe conhecer ou me apresentar antes.
No momento que você tomou a liberdade de pegar este livro, e começar a lê-lo, nos tornamos cumplices na feitura deste mesmo livro.
Em pleno século 21 estamos fazendo um bate-papo, sem usar as tradicionais tecnologias existentes hoje em dia e sim conversando através de uma tecnologia há muito tempo obsoleta que é a leitura de um livro enquanto ele está sendo escrito.
O quarto passo tornou-se então um dos passos mais importantes deste livro, pois propiciou que nos apresentássemos e tornamos amigos, pois você leitor está dialogando comigo enquanto eu escrevo este livro.
Parece maluquice isso tudo, mais não é não, ou será que é? Somente o tempo dirá, o quarto passo foi, como comentei, um dos passos mais importantes deste livro, prazer em conhecer você, o prazer foi meu.
Vamos então ao quinto passo, que deve trazer novidades pela frente a nossa amizade futura. Vamos então a ele.
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