
A Editora Rocco publicou em 1998, o livro Senhor Malausséne de Daniel Pennac que tem a seguinte sinopse:
Na sala de aula, o professor Daniel Pennac dedica-se a apresentar a seus alunos a alegria de uma boa história. Fora dela, continua o trabalho com milhões de leitores de vários países, que se envolvem e se divertem com as aventuras que ele mesmo inventa. Escrevendo há 25 anos, Pennac ficou mais conhecido como o criador da saga de Benjamin Malaussène, irmão mais velho e chefe de uma família - ou tribo, como prefere o autor - que se movimenta dentro de Belleville, bairro de Paris. Em Senhor Malaussène, o quarto livro da série, Benjamin e sua tribo estão envolvidos em outras situações das mais diferentes e (aparentemente) absurdas, como o assassinato de prostitutas arrependidas e tatuadas com obras de arte e a busca de um filme raro que deve ser exibido em comemoração ao centenário do cinema. A vocação de bode expiatório, palmatória do mundo, faz de Benjamin o culpado ideal, sempre o principal suspeito.
Mas Belleville é um bairro assolado pela ganância imobiliária - e a tribo Malaussène combate também nessa frente, uma luta desigual contra os oficiais de justiça que se dedicam a expulsar os imigrantes pobres dos imóveis que ocupam. Na mesma linha de ação, mas num cenário distinto, o objetivo é salvar o Zèbre, último cinema da região, condenado à desapropriação e à demolição.
Pennac convida a diversos enredos paralelos testando até o limite a crença do leitor, mas acaba por uni-los numa verossimilhança que parecia inatingível. Despreza a morte através do riso, não se furta a digressões, mistura linguagem clássica à contemporânea numa festa para ele e para o leitor. É o estilo Pennac, um escritor que tece histórias contando-as para os amigos antes de escrevê-las, uma forma pessoal de exercitar o prazer infantil de narrar aventuras intermináveis e tortura o leitor-ouvinte-espectador, quase morto de curiosidade.
Mas Belleville é um bairro assolado pela ganância imobiliária - e a tribo Malaussène combate também nessa frente, uma luta desigual contra os oficiais de justiça que se dedicam a expulsar os imigrantes pobres dos imóveis que ocupam. Na mesma linha de ação, mas num cenário distinto, o objetivo é salvar o Zèbre, último cinema da região, condenado à desapropriação e à demolição.
Pennac convida a diversos enredos paralelos testando até o limite a crença do leitor, mas acaba por uni-los numa verossimilhança que parecia inatingível. Despreza a morte através do riso, não se furta a digressões, mistura linguagem clássica à contemporânea numa festa para ele e para o leitor. É o estilo Pennac, um escritor que tece histórias contando-as para os amigos antes de escrevê-las, uma forma pessoal de exercitar o prazer infantil de narrar aventuras intermináveis e tortura o leitor-ouvinte-espectador, quase morto de curiosidade.
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