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sábado, 10 de dezembro de 2011

Mario Sabino - O Vicio de Amor


A Editora Record publicou O Vicio de Amor de Mario Sabino que tem a seguinte sinopse:

Após o sucesso de público e crítica de seu livro de estréia O dia em que matei meu pai — com traduções para o francês, inglês, italiano, espanhol, romeno, holandês e coreano —, e da incursão no universo dos contos com O antinarciso (prêmio Clarice Lispector da Biblioteca Nacional), Mario Sabino retorna ao romance com O vício do amor. Uma narrativa declaradamente cosmopolita, que une cultura erudita a situações cotidianas. Narrado em primeira pessoa e dividido em três partes, é um livro sobre ruínas, escrito entre ruínas.

As físicas estão em Roma, cidade onde o narrador revisita seu passado sentimental. As principais, feitas de memórias e povoadas por mulheres que partilham o mesmo código de ausência, fraqueza e traição. Na primeira parte, o protagonista, propositalmente sem nome, escreve um artigo sobre a natureza do trabalho para uma revista literária. Nele, refuta qualquer senso de moralidade neste universo, ridicularizando Weber e Marx, cujos conceitos sobre a dignificação do homem pelo batente, vê como uma forma de disfarçar a miséria existencial de patrões e empregados.

Inconstante, esse antiherói força o leitor a questionar tudo o que diz. Na segunda parte, descobrimos que o artigo é recusado, mas ele continua a escrevê-lo. O texto se transforma num romance, quase uma autobiografia. Nela, revela o quanto o comportamento odioso da mãe o influenciou, como falhou em amar todas as mulheres que passaram por sua vida. Fala, ainda, do desprezo pela carreira de jornalista, a insegurança quanto ao próprio talento e a temporada em Roma.

É lá que conhece Lorenza, uma psicóloga com quem mantém um relacionamento. E também Saulo, um carismático dândi, que resolve transformá-lo num personagem de seu livro de estréia, O vício do amor. Sua justificativa é precisar de uma trama banal. Para conhecer mais de nosso herói, Saulo tem um caso com Lorenza, que lhe revela o conteúdo das sessões e é processada por comportamento antiético. Saulo então parece sumir. Ou seria mais um truque deste narrador não confiável?

Na última parte, nos conta de sua dolce vita romana. O encontro com uma jovem judia, uma professora de tango chamada Renata, pela qual pode estar realmente, pela primeira vez, apaixonado. Ele lhe escreve um conto que ela ignora, citando Lady Gaga, que crê entender mais de amor do que Shakespeare ou Freud. Militante pro-Palestina, Renata deixa a capital da Itália para ajudar o Hamas. Mas uma surpresa a coloca de volta no caminho de nosso herói, numa reviravolta digna de uma tragédia romana.

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